Diabetes no mundo: o que mudou nas últimas três décadas?
Nos últimos anos muita coisa mudou em relação ao diagnóstico, controle e tratamento do diabetes.
O diabetes é uma das condições crônicas mais prevalentes no mundo, afetando milhões de pessoas e representando um desafio significativo para os sistemas de saúde ao redor do mundo. Um estudo recente revelou algumas tendências notáveis sobre a prevalência e o tratamento do diabetes ao longo das últimas três décadas358.
Principais descobertas:
1. Aumento da prevalência
O número de pessoas com diabetes aumentou significativamente em todo o mundo, isso porque, atualmente mais pessoas estão sendo diagnosticadas com diabetes em relação a década de 90358. Abaixo listamos alguns fatores que contribuíram para este aumento de prevalência.
- Estilo de vida sedentário: os avanços tecnológicos e urbanização fazem com que pessoas pratiquem menos atividade física e tenham hábitos pouco saudáveis aumentando o risco de obesidade que é um fator importante para o diabetes tipo 2 359.
- Alimentação: a dieta de muitas pessoas nos tempos atuais é rica em alimentos processados, ultraprocessados e açúcares e contribuem para o ganho de peso e podem levar à resistência à insulina360.
- Envelhecimento populacional: populações mais velhas têm maior risco de desenvolver diabetes devido a mudanças no metabolismo e em sua maioria tendem a praticar menos atividade física361.
- Acesso aos cuidados: em algumas regiões, a falta de acesso a cuidados de saúde e programas de prevenção aumenta a prevalência358.
2. Tratamento
Apesar do aumento dos casos de diabetes no mundo, mais pessoas estão recebendo tratamentos adequados. Isso é uma boa notícia, pois o acesso à medicamentos mais eficazes podem reduzir ou atrasar complicações do diabetes358.
- Insulinoterapia: desde a sua descoberta até hoje a insulina continua sendo um pilar no tratamento do diabetes, sobretudo para o tipo 1. Avanços na insulina permitem um controle mais preciso dos níveis de glicose como por exemplo as insulinas de ação ultrarrápida e ultra lenta362.
- Novos Medicamentos: novas classes de medicamentos ajudam no controle da glicose, perda de peso e proteção cardiovascular. Esses medicamentos, como o GLP-1 RA369 por exemplo, visam não só o controle da glicose, mas também a proteção dos órgãos vitais e a prevenção de comorbidades363.
- Outros antidiabéticos orais: os medicamentos que compõe esta classe terapêutica têm desempenhado um papel fundamental na revolução do tratamento do diabetes tipo 2. Outros antidiabéticos orais, como os inibidores da DPP-4, GLP-1 RA369 e inibidores do SGLT2, oferecem uma variedade de mecanismos de ação que permitem um controle mais eficaz da glicemia, proteção cardiovascular bem como a perda de peso364.
- Monitoramento: a tecnologia desempenhou um papel crucial na evolução do tratamento do diabetes. Sistemas de monitoramento contínuo da glicose como o sistema FreeStyle Libre, tornaram a gestão do diabetes mais eficiente e menos invasiva, permitindo um controle mais preciso, menos doloroso e ajudando o paciente a monitorar o diabetes em tempo real358.
- Educação: a educação em diabetes torna-se um componente essencial no tratamento. Programas de educação para pacientes ajudam as pessoas com diabetes a entender melhor a condição e a fazer escolhas inteligentes baseadas em informações consistentes358.
Por que isso importa?
Essas mudanças representam um progresso notável na abordagem do tratamento do diabetes, proporcionando uma qualidade de vida melhor para milhões de pessoas ao redor do mundo. E, por isso, essa evolução contínua das estratégias de tratamento e prevenção é vital para enfrentar os desafios futuros e melhorar a saúde global.
O programa de fidelidade do FreeStyle Libre.
Mais artigos que você pode gostar:
O que é tempo no alvo e qual a sua importância para o diabetes
No método tradicional e mais conhecido, a glicose no sangue é medida em jejum, antes do almoço e do jantar (pré-prandial), duas horas após essas principais refeições (pós-prandial), e também antes de dormir.
Descobri que tenho diabetes: e agora?
Receber o diagnóstico de diabetes não é a algo fácil, os sentimentos de solidão e medo são comuns, principalmente por existir muitos estigmas relacionados ao assunto, geralmente por falta de informação sobre essa doença crônica que afeta cerca de 16 milhões de brasileiros.